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O dicionário Michaelis define usabilidade como a “Facilidade com a qual um equipamento ou programa pode ser usado”. Facilidade realmente explica muito sobre o objetivo a que se propõem programadores e designers gráficos ao desenharem as interfaces que promoverão a interação homem-máquina ou, no caso, usuário-software. Mas não explica tudo. Faz parte da boa usabilidade que as tarefas sejam realizadas de forma eficiente, eficaz e com satisfação para o usuário.

 

A intuitividade é um dos mais importantes atributos da usabilidade, mas não a prejudicará a exigência de aprendizado para algumas funcionalidades. Mais importante é que esse aprendizado seja fácil e, mais ainda, que não seja difícil memorizar o que foi aprendido. Por outro lado, a eficiência e eficácia do software combinado a um ambiente de estética agradável pode premiar o usuário com satisfação subjetiva na interação com o sistema. O resultado final poderá ser níveis de produtividade acima da expectativa inicial.

 

Naturalmente a usabilidade relaciona-se diretamente com o nível de experiência computacional que tenha o usuário. Por mais que se esforcem os desenvolvedores de interfaces, um software com muitas funcionalidades tenderá a se tornar complexo para usuários menos familiarizados com a informática, porque não há mágica: mais funcionalidades significa mais botões, mais janelas, etc. Da mesma forma, o programa perderá em eficácia para o usuário que não esteja devidamente capacitado para o trabalho em seu próprio segmento de mercado, porque não saberá o que procurar no software. Cria-se então o paradoxo em que um produto concebido para simplificar a vida pode acabar trazendo complicação, tensão e frustração.

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Conceito simples de uso do Corte Certo, mantido ao longo de mais de 20 anos, praticamente virou padrão para softwares concorrentes.

Essa é uma das razões pelas quais o Corte Certo 2D é dividido em 3 edições. Não se trata apenas de tornar o programa mais acessível do ponto de vista do custo da licença. A Mini, livre de muitas funcionalidades não importantes para uma pequena empresa (tais como: geração de etiquetas, controle de estoque de chapas, exportação de dados, etc.) ganhou características low-tech (coloquialmente, low-technology, como antônimo para hi-tech). Não pela qualificação da tecnologia utilizada, que é igual para todas as outras edições do programa, mas pelo número reduzido de botões, o que torna a usabilidade excelente mesmo para usuários com pouca afinidade com softwares. Em termos de aprendizagem, é também um primeiro passo para o degrau seguinte que é a Standard, já com etiquetas, orçamento, importação de dados, etc.

Leia também: Wireframe.

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