Em indústrias que trabalham com MDF, vidros, acrílicos, rochas ornamentais e outros materiais na forma de chapas ou painéis, a otimização de planos de corte é uma etapa crítica da produção, e disso ninguém duvida. Ao mesmo tempo, há uma pergunta que poucos fazem: o que mais dizem os planos de corte do Corte Certo, além da orientação sobre como cortar a matéria-prima?
Quando analisados com atenção, os relatórios de plano de corte revelam muito mais do que layouts técnicos, pois indicam gargalos e ajudam a responder a uma questão central na gestão industrial: o processo está realmente eficiente?
Aproveitamento de chapas
Um dos primeiros indicadores apresentados em um relatório de plano de corte é o percentual de aproveitamento das chapas. À primeira vista, pode parecer apenas um número, mas trata-se de uma avaliação de quanto do material comprado, de fato, está sendo transformado em peças úteis.
A partir desse dado, o gestor passa a enxergar com mais clareza:
- O nível de desperdício está dentro do esperado?
- Existem materiais ou projetos que geram perdas recorrentes?
- Há margem para otimização antes de comprar mais chapas?
Quando analisado ao longo do tempo, o indicador deixa de ser pontual e se transforma em uma poderosa ferramenta de controle de custos e planejamento.
Sobras reaproveitáveis, os retalhos: custo invisível ou oportunidade mal aproveitada?
Outro ponto que os relatórios evidenciam, e que muitas vezes passa despercebido na rotina, é o volume de sobras, sejam as consideradas como perda (pedaços de tamanhos mínimos para reaproveitamento) ou de retalhos, os que podem ser reaproveitados no futuro. Elas estão ali… mas estão sendo gerenciadas?
Por meio da gestão de estoque, o Corte Certo registra dimensões e origem das sobras, permitindo avaliar se fazem parte de uma estratégia de reaproveitamento ou se estão apenas ocupando espaço no estoque e consumindo capital.
Com essa visão, a gestão consegue decidir:
- Vale a pena reaproveitar esses retalhos?
- Eles estão sendo considerados no planejamento?
- Estamos comprando material além do necessário?
Sem dados claros, as respostas ficam no campo da suposição.
Exemplos práticos
Se as perdas de matéria-prima são preocupantes, algumas medidas simples podem ser adotadas para reduzir o desperdício e aumentar o aproveitamento:
- Encaixe de peças extras: uma opção rara em outros softwares
Peças extras são peças de outros projetos que seriam cortados no futuro, mas que podem ser inseridas no projeto atual, prestes a ser executado.
Na área moveleira, há peças recorrentes que nem sempre precisam de um projeto específico para saber que serão usadas, como frentes ou laterais de gavetas. Basta registrar suas medidas no Corte Certo como peças extras. O sistema as encaixa automaticamente no plano de corte sempre que possível, reduzindo o desperdício.
Quando houver diversas peças iguais em estoque, é possível imprimir apenas uma etiqueta de identificação para a pilha. Em projetos futuros, ao incluir peças com as mesmas dimensões e material, o Corte Certo informa se já existem itens cortados em estoque. Caso não sejam suficientes, o sistema ajusta automaticamente a quantidade restante e dá baixa no estoque.
Com isso, o desperdício se transforma em peças de uso futuro, reduz custos com etiquetas e otimiza o aproveitamento do processo de corte (hora-homem, hora-máquina, entre outros).
- Chapas com dimensões diferentes
Apesar da tendência de padronização das chapas, o mercado ainda oferece variações de tamanho. Com o Corte Certo, é possível testar diferentes dimensões nos projetos atuais e identificar quais geram melhor rendimento.
Esses cálculos ficam salvos no sistema, permitindo comparações futuras ou pequenos ajustes com novos recálculos.
Enquanto o setor de painéis é bastante padronizado, áreas como vidro e acrílico oferecem maior flexibilidade de dimensões.
- Uso de retalhos
O Corte Certo busca automaticamente no estoque os retalhos disponíveis que possam ser utilizados no projeto, combinando-os com chapas inteiras. Para facilitar a localização, o sistema fornece identificações precisas, incluindo a opção de leitura por código de barras via scanner.
A economia acontece não apenas pela redução no uso de chapas novas, mas também pelo reaproveitamento de materiais adquiridos a preços antigos, que já tiveram seus custos diluídos em projetos anteriores.
- Mais chapas em troca de retalhos melhores
Uma gestão inteligente também pode significar o contrário do esperado: utilizar mais chapas novas para gerar retalhos maiores e mais aproveitáveis. No geral, quanto maior o retalho, maior o potencial de otimização nos próximos cortes.
Quando o relatório deixa de ser papel e vira decisão
No fim das contas, os relatórios de plano de corte do Corte Certo não servem apenas para acompanhar números; eles ajudam a entender o comportamento da fábrica.
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