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No contexto deste glossário pode-se definir Plano de corte como o conjunto de instruções ou indicações para orientar o corte de um material do qual se pretenda tirar peças. Esses planos contêm instruções práticas e precisas para ganho de tempo com o mínimo de erro, no momento do corte. Essas diretrizes específicas para o corte podem ser enviadas diretamente a máquinas automatizadas, como seccionadoras, guilhotinas ou máquinas de corte CNC, com benefícios ainda maiores à produtividade.

Embora a palavra plano contenha também as acepções de esquema, desenho, mapa, rascunho, etc... essas informações podem ser apresentadas através de linhas de código. Quando têm o apoio de representações gráficas, podem ter nomes mais esclarecedores como esquema de corte, mapa de corte, diagrama ou layout. As imagens explicam melhor:

plano de corte 1

Se for para estabelecer uma relação com planejamento, podemos dizer que esta é a fase em que se determinam as limitações ao cálculo, tais como, se o sentido do veio deverá ser mantido, se haverá ou não desgaste adicional nas bordas das peças após o corte, se a espessura do instrumento de corte consumirá parte do material, etc...

Naturalmente, há planos de corte mais simples e outros de grande complexidade. Mais limitações configuradas, em geral, implicam em maior complexidade.

Nos casos de complexidade zero, o plano nem chega a existir. Exemplo é o vidraceiro que corta de um lado qualquer da chapa o vidro que precisa para um porta-retratos. Ou o marceneiro que usa uma sobra qualquer para repor uma peça danificada. Mas há casos de extrema simplicidade que prevaleceram (e que ainda sobrevivem!) nos tempos que antecederam os softwares e que são legítimos planos de corte. Como fazer, por exemplo, para cortar mil peças retangulares de tamanhos variados? Não havia outro jeito: o plano de corte ia sendo produzido um a um, a mão, a partir do tamanho da chapa e, geralmente, esgotando cada quantidade de um tamanho de peça, antes de começar a encaixar as outras peças. Nos primórdios dos softwares, esse trabalho pôde ser automatizado para os operadores máquinas de corte, que passaram a usar coordenadas x-y para produzir mais rapidamente em tela, e com maior precisão, os seus planos de corte.

Nos dias de hoje, os planos de corte gerados pelo Corte Certo começam por antecipar uma informação mais que preciosa para a área de Orçamentos e de Compras: o número de chapas necessárias para atender ao pedido. Indo além do processo do corte, pode indicar acabamentos nas bordas, como o fitamento, na indústria moveleira, ou o trabalho de bisotê, na de vidro – entre outros.

Informações mais comuns presentes em um plano de corte para chapas:

Material a ser cortado
Visão geral com todos os esquemas de corte do plano
Número de repetições do mesmo esquema
Posição e identificação de cada peça encaixada
Dimensões das chapas e das peças
Retalhos com dimensões
Sobras com dimensões
Peças extras com dimensões
Ordem dos cortes

plano de corte 2

Principais componentes de um plano de corte produzido para chapas.
O Corte Certo pode ser configurado para mostrar mais, em tela. Alguns exemplos:

Diferentes formas de descrição para as peças ou retalhos.
Sinalização de peças muito pequenas.
Sinalização da última peça de mesmo tamanho no projeto.
Fitas ou acabamentos nas bordas.
Indicação do sentido da textura nas peças.
Agrupamento de peças iguais pela mesma cor.
Outros
Relatórios estatísticos complementares enriquecem ainda mais as informações. Exemplos:

Peso das peças ou de cada projeto (para cálculo de frete).
Preços de diversas formas.
Aproveitamento (de diversas formas)
Volume (m3)
Perímetro
Outros
Para ter uma ideia do requinte dessas informações: é possível até saber, antes de cortar o material (placas de madeira, no exemplo) quanto será gerado de pó de serra!

É preciso observar que nem sempre o número de esquemas de corte equivale ao número de chapas. Essa é uma confusão muito comum: o usuário conta no Menu de Miniaturas 10 esquemas e acha que vai usar 10 chapas. Às vezes não há essa equivalência porque o Corte Certo procura empilhar chapas, ou seja, fazer com que mais chapas sejam cortadas da mesma forma. No próprio Menu de Miniaturas ou no plano de corte impresso, entre outros lugares, há indicações claras da quantidade de chapas que deve ser cortada com aquele mesmo desenho, como mostra a figura abaixo.

plano de corte 3

Plano de corte pode referir-se a uma unidade de um conjunto de planos (como está no exemplo acima: plano 1 de 27), como pode referir-se também a todo o conjunto, ou seja, o projeto inteiro. Para minimizar essa pequena confusão há quem prefira usar outros nomes para essas unidades, tais como: esquema de corte, mapa de corte, diagrama ou layout.

Os planos de corte podem considerar vários materiais, como papel, papelão, vidro, madeira, inox, compostos metálicos (ACM), acrílico, mármore, granito, isopor, cortiça, espuma, revestimentos em geral, tecidos, couros, porcelanato, alumínio, aço, etc. Os materiais podem também vir acondicionados em chapas, barras, bobinas, etc.

Os dois tipos de corte também se aplicam às bobinas, que podem demandar opcionalmente planos para cortes longitudinais.

plano de corte 4

plano de corte 5

Para materiais lineares, nem sempre os planos gráficos são necessários, bastando referências numéricas dos pontos de corte, como mostra o exemplo abaixo:

Barra utilizada: 30 x 2144 mm

Sequência de corte: 720 (1) (h) 720 (1) (h) 700 (1) (a)

Sobra: 4 mm

Mas a opção visual também existe, como no exemplo realizado pelo Corte Certo:

plano de corte 6

Leia também: Nesting e Interface

 

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